Inovar para crescer e conquistar novos mercados!

Inovar para crescer e conquistar novos mercados!

Autor: Diego T. de Almeida, publicado em: 23/10/2018 14:36


Se existe um assunto que é tratado com máxima prioridade e unanimidade na área de Pesquisa e Desenvolvimento, é a necessidade de criar e renovar as parcerias entre empresa e instituições de pesquisa, permitindo alavancar conhecimentos e competências que atendam as necessidades atuais e futuras. Foi assim, que no final de junho, a área fechou convênio de cooperação técnico-científica, com o Instituto de Estudos Avançados (IEAv) da Força Aérea Brasileira, com o objetivo de estudar a técnica de soldagem a laser em ligas de aço de alta resistência, e a utilização deste material na fabricação de componentes para blindagens balísticas. O projeto deve fornecer também subsidios para a análise de viabilidade financeira das técnicas desenvolvidas. O Instituto de Estudos Avançados (IEAv) atua como uma organização Militar do Comando da Aeronáutica. Sua missão é ampliar o conhecimento científico e o domínio de tecnologias estratégicas para fortalecer o Poder Aeroespacial Brasileiro. A figura abaixo apresenta o laboratório do IEAv, onde está o mais avançado túnel de vento da América Latina. As ligas de aço de alta resistência são capazes de apresentar maior rigidez e melhor capacidade de absorver choques durante uma colisão. Essas ligas de alta resistência já vêm sendo usadas em locais da carroceria dos veículos que são críticos para a segurança, com o objetivo de absorver a energia durante um impacto. A indústria automotiva utiliza a soldagem a laser para unir essas chapas e para produzir componentes estruturais da carroceria de automóveis, como colunas, trilhos para tetos e laterais, além de túneis e barras para as portas, de forma mais rápida e confiável do que a soldagem convencional. Na área aeroespacial, a soldagem a laser tem sido usada por fabricantes de aeronaves, como Boeing e Airbus, com objetivo de aumentar a confiabilidade na soldagem de estruturas para aeronaves, foguetes, mísseis, satélites, drones e sistemas embarcados. Em se tratando do projeto de utilização de aços de alta resistência para componentes de blindagens balisticas, um dado importante da Primeira Guerra Mundial, aborda a espessura da blindagem dos carros de combate em cerca de 12 mm. Já ao final da Segunda Guerra Mundial, essa espessura se situava em torno de 280 mm, o que conferia a estes carros, pesos acima de 60 toneladas. Assim, a utilização destas ligas de alta resistência para blindagens balísticas, vêm da necessidade, primeiramente, de aumentar a segurança do usuário e conferir redução de peso do veículo, e é aí que entrará o trabalho de pesquisa da Bruning. Ter a oportunidade de desenvolver essa tecnologia em parceria com o Instituto de Estudos Avançados da Força Aérea Brasileira é motivo de orgulho para todos nós, pois demonstra a confiança no trabalho realizado pela empresa, e principalmente, em sua capacidae técnica.